É preciso que tu saibas que não são os factos acontecidos fatalmente que te farão feliz ou infeliz. És tu, que sendo feliz ou infeliz, fazes os factos ao teu redor.
Não são os factos, considerados pelas pessoas que estão ao teu redor, que te farão feliz ou infeliz. Ao contrário, és tu que , sendo feliz ou infeliz, construirás circunstâncias felizes ou infelizes. Quando entenderes isto, terás felicidade à tua volta." (Dr. Celso Charuri)
A Felicidade ou a Importância das Pequenas Coisas
Devo confessar que me faz alguma confusão aquelas pessoas que dizem que não são felizes mas não fazem nada para contrariar esse sentimento.
Mas o que me faz mais confusão é que essas pessoas normalmente têm um ideal de felicidade demasiado fantasioso, como se fosse algo enorme, grandioso, que, ou se tem ou não se tem e pronto.
Como se não houvesse nada a fazer em relação a isso.
Como se fosse assim algo demasiado grandioso a que eles não têm direito.
Quanto a mim, não concordo nem com uma coisa nem com outra.
Nem com a ideia da felicidade como algo grandioso onde tudo é perfeito, onde o mundo é cor-de-rosa, nem com a ideia de que umas pessoas são felizes e outras não e que não há nada a fazer em relação a isso.
Em primeiro lugar, o mundo não é mesmo cor-de-rosa.
Há coisas boas e coisas más, coisas bonitas e coisas feias.
O que é preciso é aprender a ver as partes boas das coisas más.
Porque tudo, tudo, tem uma parte boa e tudo tem uma parte má.
E se estivermos sempre conscientes disso vamos sofrer menos.
Sofremos na mesma e ainda bem, porque é preciso sofrer para dar valor à felicidade, mas sofremos menos.
Não temos aquele choque de percebermos que, afinal, o mundo e as pessoas não são perfeitos. Em segundo lugar a felicidade não corresponder à ideia utópica de ter tudo o que se quer e de as coisas serem todas perfeitas.
Correndo o risco de estar errado, porque isto é apenas a minha opinião, a felicidade está naquelas pequenas coisas que nos acontecem no dia a dia.
Ou melhor, está em saber atribuir valor às pequenas coisas boas que todos os dias acontecem a todos nós.
Um telefonema de uma pessoa amiga, lutar por um objectivo e atingi-lo, um dia na praia, um sorriso ou um olhar de alguém especial, um beijo, uma conversa com quem se gosta, dar/receber um presente, um banho quente, dormir numa cama lavada, apaixonarmo-nos, apaixonarmo-nos e sermos correspondidos, acordar com o sol a bater na cara, ouvir uma música que se gosta, fazer uma viagem, ver o pôr/nascer do sol, um abraço, uma conversa onde se descobrem cumplicidades, um passeio à beira-mar, ir a um sítio de que gosta, fazer amor com alguém, ver a série preferida na televisão, conhecer pessoas novas, rir, falar, trocar experiências, um banho de imersão, um banho quente... tanta, tanta coisa.
Se eu quisesse continuar, esta lista era interminável.
E todos temos estas coisas, se calhar até todos os dias, nas nossas vidas.
Só que, muitas vezes, andamos tão perdidos de nós, tão perdidos do mundo, tão perdidos de tudo que nem reparamos que estas coisas nos acontecem.
E quando reparamos não damos importância porque andamos em busca da tal felicidade utópica, inalcançável e, na minha opinião inexistente.
Porque a felicidade é isto, é saber olhar de forma especial para as pequenas coisas e atribuir-lhes importância.
E a soma de todos estes momentos pode fazer-nos feliz e levar-nos a dizer:
Sim, sou feliz!
Ou seja, mais uma vez, é tudo uma questão de perspectiva, da forma como decidimos olhar/encarar as coisas.
Há uma frase que eu acho que ilustra muito bem tudo isto:
há pessoas que têm tudo para ser felizes, menos a felicidade. E eu acrescento: há pessoas que, simplesmente, não sabem ser felizes.
E quase sempre porque acham que não têm direito à felicidade...
quarta-feira, setembro 26, 2007
sexta-feira, setembro 21, 2007

Parado e atento à raiva do silêncio
De um relógio partido e gasto pelo tempo
Estava um velho sentado no banco de um jardim
A recordar fragmentos do passado
Na telefonia tocava uma velha canção
E um jovem cantor falava na solidão
Que sabes tu do canto de estar só assim
Só e abandonado como o velho do jardim?
O olhar triste e cansado procurando alguém
E a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
Sabes eu acho que todos fogem de ti prá não ver
A imagem da solidão que irão viver
Quando forem como tu
Um velho sentado num jardim
Passam os dias e sentes que és um perdedor
Já não consegues saber o que tem ou não valor
O teu caminho parece estar mesmo a chegar ao fim
Para dares lugar a outro no teu banco do jardim
O olhar triste e cansado procurando alguém
E a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
Sabes eu acho que todos fogem de ti prá não ver
A imagem da solidão que irão viver
Quando forem como tu
Um resto de tudo o que existiu
Quando forem como tu
Um velho sentado num jardim
De um relógio partido e gasto pelo tempo
Estava um velho sentado no banco de um jardim
A recordar fragmentos do passado
Na telefonia tocava uma velha canção
E um jovem cantor falava na solidão
Que sabes tu do canto de estar só assim
Só e abandonado como o velho do jardim?
O olhar triste e cansado procurando alguém
E a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
Sabes eu acho que todos fogem de ti prá não ver
A imagem da solidão que irão viver
Quando forem como tu
Um velho sentado num jardim
Passam os dias e sentes que és um perdedor
Já não consegues saber o que tem ou não valor
O teu caminho parece estar mesmo a chegar ao fim
Para dares lugar a outro no teu banco do jardim
O olhar triste e cansado procurando alguém
E a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
Sabes eu acho que todos fogem de ti prá não ver
A imagem da solidão que irão viver
Quando forem como tu
Um resto de tudo o que existiu
Quando forem como tu
Um velho sentado num jardim
Mafalda Veiga
terça-feira, setembro 18, 2007
Dualidade de Pensamentos
quarta-feira, setembro 12, 2007
A porta...tem apenas que ser fechada

A cada empurrão ela torna-se mais pesada.
Um pouco mais, já não está longe...Mas ela teima em não se fechar.
E eu? Eu teimo em empurrá-la, mesmo sem querer deixar de ver o que está do outro lado.
Sem querer perder todo o outro mundo, sem querer perder um segundo o seu contacto.
Mas que por força maior tento mais uma e outra vez. Sem cessar.
Não há nada que me faça parar de empurrar.
Sinto-a a escorregar por entre as minhas mãos suados.
Já estou cansado mas não posso parar.
Ela não pode ficar aberta.
Não! Tenho que ser mais forte.
Hei-de conseguir fechá-la por completo.
Mas porquê? Que diferença fará se ela ficar aberta?
Os estragos feitos são irreparáveis mesmo ...de que adianta!
Uma janela estará mesmo em vias de se abrir?
Uma janela estará mesmo em vias de se abrir?
Respiro de novo fundo e continuo a tentar...
domingo, setembro 09, 2007
Brisa Nocturna

Recai sobre mim uma enorme angústia
Sinto-me impotente perante a vida, perante o que me surge à frente dos olhos e que nem sempre quero ver, impotente para resolver o que a mim não compete mas que gostaria de ver...ver-te feliz...fazer-te feliz...sim talvez arranjar-te.
Sinto-me impotente
Penso na vida e procuro o sentido, procuro que alguém me saiba explicar os porquês.
A brisa nocturna é como que inexistente e nem uma pequena aragem que me faça aclarar as ideias, que me dê vontade de continuar a lutar pelo que realmente quero, antes que as forças se esgotem, se digna a cruzar comigo.
Tenho saudades
Saudades de me sentir-me desejado
Saudades daquelas tardes de domingo enrolado a ver televisão
Saudades do olhar para a vida e sonhar a dois com o dia de amanhã
Saudades do acordar e ver ao lado a pessoa que desejo e de sentir que o sentimento é recíproco.Saudades de viver sem medo...sem medo de te ver partir.
Saudades de fazer planos, projectos....sonhar.
Tenho dias assim, geralmente ao domingo aliàs chamo a isto depressão de domingo, pois quer queira quer não, é ao domingo que se vêem os papás a passear os filhos, a ensinar a andar de bicicleta, a jogar à bola...de ver os casais no jardim em beijos enlouquentes sem pensar em decisões, mas com grandes sonhos de futuro...e olho para mim...e...quero tudo isso!
Mas quando? Como?
Será que só eu penso assim?
Será que não há uma alma gémea para mim?
Será que por ser gémeos tenha guardado todas as metades de mim e que ninguém me procure encontrar?
Estarei eu só neste mundo, sofrendo as angustias e desilusões, os amores fracassados, lutando em busca de um nada?
Será esse o sentido, a razão do Eu existir?
E logo eu que tenho tanto que tenho para dar, fico aqui sozinho à espreita que uma estrela brilhe para me confortar...ou apenas de uma brisa nocturna
Sinto-me impotente perante a vida, perante o que me surge à frente dos olhos e que nem sempre quero ver, impotente para resolver o que a mim não compete mas que gostaria de ver...ver-te feliz...fazer-te feliz...sim talvez arranjar-te.
Sinto-me impotente
Penso na vida e procuro o sentido, procuro que alguém me saiba explicar os porquês.
A brisa nocturna é como que inexistente e nem uma pequena aragem que me faça aclarar as ideias, que me dê vontade de continuar a lutar pelo que realmente quero, antes que as forças se esgotem, se digna a cruzar comigo.
Tenho saudades
Saudades de me sentir-me desejado
Saudades daquelas tardes de domingo enrolado a ver televisão
Saudades do olhar para a vida e sonhar a dois com o dia de amanhã
Saudades do acordar e ver ao lado a pessoa que desejo e de sentir que o sentimento é recíproco.Saudades de viver sem medo...sem medo de te ver partir.
Saudades de fazer planos, projectos....sonhar.
Tenho dias assim, geralmente ao domingo aliàs chamo a isto depressão de domingo, pois quer queira quer não, é ao domingo que se vêem os papás a passear os filhos, a ensinar a andar de bicicleta, a jogar à bola...de ver os casais no jardim em beijos enlouquentes sem pensar em decisões, mas com grandes sonhos de futuro...e olho para mim...e...quero tudo isso!
Mas quando? Como?
Será que só eu penso assim?
Será que não há uma alma gémea para mim?
Será que por ser gémeos tenha guardado todas as metades de mim e que ninguém me procure encontrar?
Estarei eu só neste mundo, sofrendo as angustias e desilusões, os amores fracassados, lutando em busca de um nada?
Será esse o sentido, a razão do Eu existir?
E logo eu que tenho tanto que tenho para dar, fico aqui sozinho à espreita que uma estrela brilhe para me confortar...ou apenas de uma brisa nocturna
Encosta-te a mim

Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviverem nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim
Jorge Palma
terça-feira, setembro 04, 2007

Recebi uma mensagem
não a sei entender
sei que queria dizer muito mais
mas não percebi
sei que era um sinal
queria partilhar comigo algo que só tu soubesses
para que soubesses que está a teu lado e que me quer contigo
como cúmplice ou apenas como amigo não sei
pediu-te que rezasses e que acreditasses na vida
de mim apenas me pediu para lutar a teu lado
para acreditar em ti, saber que vais conseguir
deu-me forças para continuar
segunda-feira, setembro 03, 2007
Estrada da Vida

Se o amor e a felicidade não existem
porque nasce o sol para mim outra vez?
Que cá faço, porque cá ando?
estarei só à espera de que fim?
Queria saber o porquê
de passar os dias sozinho
em ti a pensar
meu coração foi levado
são horas de ir trabalhar
Já passei um mau bocado
agora são horas de renascer
queria ter-te a meu lado
mas já sei que ... não pode ser
A estrada da vida
é tão feia sem ti
é tão feia sem ti
E tudo o que mais queria
estava na hora e chegou ao fim
Agora é indiferente se chove,
se molha, faz frio
meu dia é triste e cinzento
pego no guarda chuva
e tento protejo-me
mas não é suficiente
são minhas lágrimas a chuva
são minhas lágrimas a chuva
e sei que só Eu o posso mudar
A estrada da vida só me deixa seguir em frente
nem um pneu furado
serve de desculpa para encostar
ou guinar a direcção
Mas digo sinceramente
que todos os quilómetros percorridos
os vivi intensamente
A estrada da vida
é tão diferente sem ti
Não, não tem alegria
mas deixa lá
que não é o fim
quarta-feira, agosto 29, 2007
A um canto do teu mundo

UM CANTO DO TEU MUNDO
Choram meus olhos,
Chora meu coração,
Chora minh’alma.
A noite está calma, mas um grito teima em sair do meu corpo.
Embora abafado, não querendo acordar os vizinhos, grito, na mais profunda agonia.
Tento manter-me lúcido, tento ganhar forças, tento acreditar, mas o fogo que me consome leva-me a cometer actos que só me deixam mais longe do que tanto quero e a trair as minhas convicções.
Uma sombra
Uma sombra de mim mesmo
O meu próprio carrasco de machado em punho.
Luto contra mim mesmo, contra o mundo, no mais sentimento profundo de que tenho que me erguer.
Não tenho pena de mim, apenas estou cansado.
Pois se um dia, mesmo sem que alguém acreditasse fui feliz, hoje choro a um canto.
Saio à rua para comprar cigarros e ao olhar em meu redor tudo é cinzento, as caras e pessoas que por mim passam são transparentes e nem a lua tem o brilho de outrora.
Volto para casa,
Pego na viola e toco aquela tua música em busca de um conforto.
Um beijo de boa noite sabia-me tão bem.
A dor na alma leva-me quase a acreditar que o amor e a felicidade não passam de utopias, mas felizmente, apenas quase.
Pois é a vida é mesmo assim, lixada!
Mas não trocava nem um dos piores momentos contigo, por este vazio, por esta incerteza do que por cá faço, sem saber o que pensas, como estás, o que sentes.
Só o saber que estás bem já me conforta mas não me basta!
Serei forte, serei como Fénix que renasce das cinzas no dia em que te souber feliz, mesmo que não comigo.
As horas não passam, o sono não vem, e o cansaço não chega para me derrubar nos lençóis ainda com o teu doce cheiro.
Sinto-me como uma garrafa vazia que em tempos saboreou o mais delicioso vinho, embora agora jogada à deriva no mar apenas com uma mensagem.
-Fazes-me falta!
Toca o despertador, vem aí mais um dia, mais uma luta.
Chegado ao trabalho,
Bom dia digo Eu sem ouvir resposta, pois a colega mal disposta ou demasiado penetrada no que está a fazer quase se sente incomodada e nem se dá ao trabalho de responder.
Sigo pensando sem nada dizer pois sou bem-educado, mas com uma enorme vontade de repetir num tom mais vigoroso BOM DIA, na esperança de ser ouvido.
As horas até que nem custam assim tanto a passar mesmo sem ter dormido, a cabeça mantém-se ocupada no trabalho, e o dia vai passando, mas depressa chega a hora de voltar às trevas.
Cai neve no meu coração.
Se para ser feliz por um dia, terei que viver agonia, pois por bem venha, não é preciso tirar senha. Estou disposto a pagar em sofrimento a vida inteira apenas por um feliz momento.
Sim tive-os contigo.
E a vida é isso mesmo, um retalho de momentos.
Uns felizes outros nem por isso. Embora a balança em nada me beneficie não me queixo pois podiam muito bem nem ter acontecido.
Talvez ai não soubesse dar valor, talvez não soubesse compreender a razão.
Apenas fico triste e agonizado, não por não te ter “arranjado”, mas por não ter chegado a tempo de te salvar desse alguém que assim te deixou.
Mas é assim a vida, e no ninguém que sou, nem sequer te consegui reconfortar e sarar algumas dessas feridas. Talvez por tanto o querer até as tenha aberto mais.
Talvez um dia alguém bem melhor te conseguirá fazer ver o mundo com outros olhos, espero.
Também a mim, que hoje quase duvido do amor e da felicidade, ainda assim espero que me bata à porta. Queria tanto que fosses tu quando abrisse.
Ironia do destino. Batem-me à porta.
Levanto-me meio atordoado e digo não é possível!
Alguém ouviu os meus pensamentos?
Será que pensei em voz alta?
Estarei a enlouquecer?
Pergunto quem é.
Do outro lado ninguém me responde.
Terá sido engano?
Algum miúdo a brincar na rua?
Terá sido um sonho?
Não. Estou bem acordado. Talvez tenha sido o meu anjo da guarda a dizer-me enquanto há vida há esperança. Não que acredite nessas coisas, mas é um pouco como as bruxas…
Por muito que tentemos não acreditar em certas e determinadas coisas a vida por vezes faz-nos duvidar de nós próprios, do que queremos e do que realmente sentimos.
Por vezes penso quando me dizias, estar a perder o meu tempo contigo e choro mas de felicidade. Não podias estar mais redondamente enganada. Cada momento contigo, cada segundo, cada instante, são como pequenas partículas que todas juntas formam um rio, um oceano, um mundo, um universo enriquecedor.
Não em dinheiro, até porque isso não conta para nada, mas em sabedoria, em sentimento de grandiosidade que é o poder ser um pouco ti, do teu mundo, orgulho-me a cada instante cada segundo desfrutado na tua companhia.
A vida nada é sem que se saboreie o pouco de bom que há em cada um e nisso és muito rica mesmo embora te aches má dás-me muito, a mim, e a todos aqueles que te conhecem e que te rodeiam.
Acredito que nada é em vão, que as coisas não acontecem por acontecer, e que tudo faz sentido, mesmo que não encontre a razão.
Hoje choro, não por não ter alcançado o meu desejo, mas por não te ter compreendido como desejava, por não ter sabido ser o amigo que tanto precisavas e pensar só em mim, não culpo o amor que me estrafega, me corta as veias e quase me enlouquece.
Sento-me sozinho no banco dos réus, em desalento, por não ter alguém para me julgar. Dou-me por culpado e cumpro a minha pena.
Talvez um dia até me ria a olhar para tudo isto, mas hoje, tudo faz sentido.
No incessante mundo que me rodeia são poucas as belas coisas que posso apreciar e tu és certamente a principal de todas delas.
Se há coisa que sei é dar valor àquilo que de bom tenho, que existe que é palpável.
As coisas nunca são como queremos, e talvez por isso tenha gozo de viver mesmo nos momentos em que me sinto mais fraco, mais desajeitado, pouco desejado ou até mesmo indesejado
O despertador toca novamente
Chegou de novo o dia, nem dei pelas horas a passar enquanto pensava, enquanto escrevia. Mais uma vez vou dizer o bom dia, mais uma vez aguardar a resposta que não chega, mais uma vez o dia vai passar e espero esta noite conseguir dormir um pouco.
Espero acordar no dia seguinte e que tudo não tenha passado de um sonho.
Não a parte de te ter conhecido, mas a de ter deixado de ser significante para ti.
Sonho com isso
Sonho com isso bem acordado, a um canto do teu mundo.
Choram meus olhos,
Chora meu coração,
Chora minh’alma.
A noite está calma, mas um grito teima em sair do meu corpo.
Embora abafado, não querendo acordar os vizinhos, grito, na mais profunda agonia.
Tento manter-me lúcido, tento ganhar forças, tento acreditar, mas o fogo que me consome leva-me a cometer actos que só me deixam mais longe do que tanto quero e a trair as minhas convicções.
Uma sombra
Uma sombra de mim mesmo
O meu próprio carrasco de machado em punho.
Luto contra mim mesmo, contra o mundo, no mais sentimento profundo de que tenho que me erguer.
Não tenho pena de mim, apenas estou cansado.
Pois se um dia, mesmo sem que alguém acreditasse fui feliz, hoje choro a um canto.
Saio à rua para comprar cigarros e ao olhar em meu redor tudo é cinzento, as caras e pessoas que por mim passam são transparentes e nem a lua tem o brilho de outrora.
Volto para casa,
Pego na viola e toco aquela tua música em busca de um conforto.
Um beijo de boa noite sabia-me tão bem.
A dor na alma leva-me quase a acreditar que o amor e a felicidade não passam de utopias, mas felizmente, apenas quase.
Pois é a vida é mesmo assim, lixada!
Mas não trocava nem um dos piores momentos contigo, por este vazio, por esta incerteza do que por cá faço, sem saber o que pensas, como estás, o que sentes.
Só o saber que estás bem já me conforta mas não me basta!
Serei forte, serei como Fénix que renasce das cinzas no dia em que te souber feliz, mesmo que não comigo.
As horas não passam, o sono não vem, e o cansaço não chega para me derrubar nos lençóis ainda com o teu doce cheiro.
Sinto-me como uma garrafa vazia que em tempos saboreou o mais delicioso vinho, embora agora jogada à deriva no mar apenas com uma mensagem.
-Fazes-me falta!
Toca o despertador, vem aí mais um dia, mais uma luta.
Chegado ao trabalho,
Bom dia digo Eu sem ouvir resposta, pois a colega mal disposta ou demasiado penetrada no que está a fazer quase se sente incomodada e nem se dá ao trabalho de responder.
Sigo pensando sem nada dizer pois sou bem-educado, mas com uma enorme vontade de repetir num tom mais vigoroso BOM DIA, na esperança de ser ouvido.
As horas até que nem custam assim tanto a passar mesmo sem ter dormido, a cabeça mantém-se ocupada no trabalho, e o dia vai passando, mas depressa chega a hora de voltar às trevas.
Cai neve no meu coração.
Se para ser feliz por um dia, terei que viver agonia, pois por bem venha, não é preciso tirar senha. Estou disposto a pagar em sofrimento a vida inteira apenas por um feliz momento.
Sim tive-os contigo.
E a vida é isso mesmo, um retalho de momentos.
Uns felizes outros nem por isso. Embora a balança em nada me beneficie não me queixo pois podiam muito bem nem ter acontecido.
Talvez ai não soubesse dar valor, talvez não soubesse compreender a razão.
Apenas fico triste e agonizado, não por não te ter “arranjado”, mas por não ter chegado a tempo de te salvar desse alguém que assim te deixou.
Mas é assim a vida, e no ninguém que sou, nem sequer te consegui reconfortar e sarar algumas dessas feridas. Talvez por tanto o querer até as tenha aberto mais.
Talvez um dia alguém bem melhor te conseguirá fazer ver o mundo com outros olhos, espero.
Também a mim, que hoje quase duvido do amor e da felicidade, ainda assim espero que me bata à porta. Queria tanto que fosses tu quando abrisse.
Ironia do destino. Batem-me à porta.
Levanto-me meio atordoado e digo não é possível!
Alguém ouviu os meus pensamentos?
Será que pensei em voz alta?
Estarei a enlouquecer?
Pergunto quem é.
Do outro lado ninguém me responde.
Terá sido engano?
Algum miúdo a brincar na rua?
Terá sido um sonho?
Não. Estou bem acordado. Talvez tenha sido o meu anjo da guarda a dizer-me enquanto há vida há esperança. Não que acredite nessas coisas, mas é um pouco como as bruxas…
Por muito que tentemos não acreditar em certas e determinadas coisas a vida por vezes faz-nos duvidar de nós próprios, do que queremos e do que realmente sentimos.
Por vezes penso quando me dizias, estar a perder o meu tempo contigo e choro mas de felicidade. Não podias estar mais redondamente enganada. Cada momento contigo, cada segundo, cada instante, são como pequenas partículas que todas juntas formam um rio, um oceano, um mundo, um universo enriquecedor.
Não em dinheiro, até porque isso não conta para nada, mas em sabedoria, em sentimento de grandiosidade que é o poder ser um pouco ti, do teu mundo, orgulho-me a cada instante cada segundo desfrutado na tua companhia.
A vida nada é sem que se saboreie o pouco de bom que há em cada um e nisso és muito rica mesmo embora te aches má dás-me muito, a mim, e a todos aqueles que te conhecem e que te rodeiam.
Acredito que nada é em vão, que as coisas não acontecem por acontecer, e que tudo faz sentido, mesmo que não encontre a razão.
Hoje choro, não por não ter alcançado o meu desejo, mas por não te ter compreendido como desejava, por não ter sabido ser o amigo que tanto precisavas e pensar só em mim, não culpo o amor que me estrafega, me corta as veias e quase me enlouquece.
Sento-me sozinho no banco dos réus, em desalento, por não ter alguém para me julgar. Dou-me por culpado e cumpro a minha pena.
Talvez um dia até me ria a olhar para tudo isto, mas hoje, tudo faz sentido.
No incessante mundo que me rodeia são poucas as belas coisas que posso apreciar e tu és certamente a principal de todas delas.
Se há coisa que sei é dar valor àquilo que de bom tenho, que existe que é palpável.
As coisas nunca são como queremos, e talvez por isso tenha gozo de viver mesmo nos momentos em que me sinto mais fraco, mais desajeitado, pouco desejado ou até mesmo indesejado
O despertador toca novamente
Chegou de novo o dia, nem dei pelas horas a passar enquanto pensava, enquanto escrevia. Mais uma vez vou dizer o bom dia, mais uma vez aguardar a resposta que não chega, mais uma vez o dia vai passar e espero esta noite conseguir dormir um pouco.
Espero acordar no dia seguinte e que tudo não tenha passado de um sonho.
Não a parte de te ter conhecido, mas a de ter deixado de ser significante para ti.
Sonho com isso
Sonho com isso bem acordado, a um canto do teu mundo.
segunda-feira, agosto 27, 2007



Enquanto o cigarro se consome no meio dos dedos
A vida se consome por entre as veias
Indiferente,
O coração cansado
pede à mão para que o leve à boca, pede-lhe mais uma passa
Pede-lhe ajuda para acabar mais depressa.
O cérebro esse só ajuda a aumentar o desejo e o vicio
E o homem aguarda pacientemente sentado a ver quem se decide a acabar mais depressa
A tortura
sexta-feira, agosto 24, 2007
Ao Meu Encontro na Estrada

Disseste que vinhas
E não chegaste
Mudaste de planos, ok
Mas isso deitou-me tão abaixo
Espero que tenhas pensado bem
Estou triste que só eu sei
Preciso de alguém
Chaminés pretas deslizam
Nas janelas de mais um comboio
Casas e pessoas
Feias árvores falidas
E um céu angustiado
Tal é o meu quadro
Estou bem chateado
E agora toca a arranjar o buraco
Que eu tenho no coração
Vou mudar de cenário
Que a coisa assim está mal parada
Vou procurar calor
Mudar de estação
Há-de vir alguém
Ao meu encontro na estrada
Pensei tanto em ti
Que não calculas
De manhã, à tarde e ao anoitecer
Andava louco de contente
Andava louco de contente
Só com a ideia de te voltar a ver
Ahh, mas que grande idiota
Voltei a perder
Procuro no fumo e no vinho
A forma de chegar depressa à fronteira
Mas sei muito bem que a dor que sinto no peito
Não vai com a bebedeira
Pus-me a voar a cair
Da pior maneira
E agora toca a arranjar o buraco
Que eu tenho no coração
Vou mudar de cenário
Que a coisa assim está mal parada
Vou procurar calor
Mudar de estação
Há-de vir alguém
Ao meu encontro na estrada
Há-de vir alguém
Ao meu encontro na estrada
Jorge Palma
quinta-feira, agosto 16, 2007
Chuva de Pensamentos

Por vezes triste, outras contente,
mais ou menos ousado,
indiferente,
impávido, sereno
tranquilo
não
sim
talvez
não sei.
Objectivos ?
Isso é relativo
Só nos podemos propôr àquilo que depende de nós poder alcançar!
Sonhos eu? Sim tenho mas bem acordado.
Aborrecido, chateado...Quem eu?
Não!
Apenas triste e sem objectivos
a carregar o fardo de trabalhar para viver sem que nada faça muito sentido.
Cá estamos
Cá andamos a sobreviver a desilusões e sarcasmos.
Farto de mim pela má sorte! Não por quem eu sou porque até me admiro...(modéstia à parte)
Não invejo ser alguém ...apenas um eu com mais sorte!
terça-feira, agosto 14, 2007
Pensamento do dia
segunda-feira, agosto 06, 2007
Quero Mais !!!
segunda-feira, julho 30, 2007
Palhaçada
segunda-feira, julho 23, 2007
Devorador de Almas
quarta-feira, julho 18, 2007
Nova Velha Casa

Enfim pré – instalado na minha nova velha casa!
Alguns buracos, alguns podres, algumas paredes por pintar, mas pronta para se tornar um lar.
Ao longe não vejo o rio nem admiro a cidade, não desço o elevador para beber um café sem sair à rua, mas é na realidade a nova casa.
Troquei a paisagem por espaço útil, prestes a se tornar num elixir de cores extasiante.
O sossego do bairro, o galo fadista que treina todo o dia e as velhinhas que me espiam por detrás dos cortinados conquistaram-me!
Sinto-me em casa!
quinta-feira, julho 12, 2007
Escrever por escrever, Pensar por pensar
quinta-feira, julho 05, 2007
Brenda, Zen e a Arte de Amar

Nós estamos destinados a viver uma vida de amor. Quando não estamos apaixonados é porque algo de errado se passa. Infelizmente, muitos de nós resignamo-nos perante a desilusão, a perda e a desordem nas relações. Ainda que possamos ser muito bem-sucedidos em outras áreas da vida, a maioria de nós não sente que o mesmo grau de sucesso no amor seja um direito natural seu. "Ser realista no que toca aos relacionamentos" é a atitude que se considera natural à medida que "crescemos" e deixamos de alimentar fantasias, tolices, sonhos de infância. Mas nada poderia estar mais longe do que é natural. (....) Não nos apercebemos de que quando não estamos apaixonados algo não está bem.
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Estar apaixonado é a coisa mais madura e realista que se pode fazer. Traz energia às nossas vidas, preenche-nos com uma disposição positiva, desperta a generosidade e torna cada momento pleno de beleza. Estar apaixonado dissipa de forma imediata a sensação de falta de propósito e de desconecção com que muitos se confrontam. O corpo é sarado, o coração fica feliz.
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Estar apaixonado é o nosso estado natural.
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(...)
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SHOSHANNA, Brenda, Zen e a Arte de Amar, Editorial Presença, Lisboa, 2006.
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Estar apaixonado é a coisa mais madura e realista que se pode fazer. Traz energia às nossas vidas, preenche-nos com uma disposição positiva, desperta a generosidade e torna cada momento pleno de beleza. Estar apaixonado dissipa de forma imediata a sensação de falta de propósito e de desconecção com que muitos se confrontam. O corpo é sarado, o coração fica feliz.
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Estar apaixonado é o nosso estado natural.
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SHOSHANNA, Brenda, Zen e a Arte de Amar, Editorial Presença, Lisboa, 2006.
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