É preciso que tu saibas que não são os factos acontecidos fatalmente que te farão feliz ou infeliz. És tu, que sendo feliz ou infeliz, fazes os factos ao teu redor.
Não são os factos, considerados pelas pessoas que estão ao teu redor, que te farão feliz ou infeliz. Ao contrário, és tu que , sendo feliz ou infeliz, construirás circunstâncias felizes ou infelizes. Quando entenderes isto, terás felicidade à tua volta." (Dr. Celso Charuri)
A Felicidade ou a Importância das Pequenas CoisasDevo confessar que me faz alguma confusão aquelas pessoas que dizem que não são felizes mas não fazem nada para contrariar esse sentimento.
Mas o que me faz mais confusão é que essas pessoas normalmente têm um ideal de felicidade demasiado fantasioso, como se fosse algo enorme, grandioso, que, ou se tem ou não se tem e pronto.
Como se não houvesse nada a fazer em relação a isso.
Como se fosse assim algo demasiado grandioso a que eles não têm direito.
Quanto a mim, não concordo nem com uma coisa nem com outra.
Nem com a ideia da felicidade como algo grandioso onde tudo é perfeito, onde o mundo é cor-de-rosa, nem com a ideia de que umas pessoas são felizes e outras não e que não há nada a fazer em relação a isso.
Em primeiro lugar, o mundo não é mesmo cor-de-rosa.
Há coisas boas e coisas más, coisas bonitas e coisas feias.
O que é preciso é aprender a ver as partes boas das coisas más.
Porque tudo, tudo, tem uma parte boa e tudo tem uma parte má.
E se estivermos sempre conscientes disso vamos sofrer menos.
Sofremos na mesma e ainda bem, porque é preciso sofrer para dar valor à felicidade, mas sofremos menos.
Não temos aquele choque de percebermos que, afinal, o mundo e as pessoas não são perfeitos. Em segundo lugar a felicidade não corresponder à ideia utópica de ter tudo o que se quer e de as coisas serem todas perfeitas.
Correndo o risco de estar errado, porque isto é apenas a minha opinião, a felicidade está naquelas pequenas coisas que nos acontecem no dia a dia.
Ou melhor, está em saber atribuir valor às pequenas coisas boas que todos os dias acontecem a todos nós.
Um telefonema de uma pessoa amiga, lutar por um objectivo e atingi-lo, um dia na praia, um sorriso ou um olhar de alguém especial, um beijo, uma conversa com quem se gosta, dar/receber um presente, um banho quente, dormir numa cama lavada, apaixonarmo-nos,
apaixonarmo-nos e sermos correspondidos, acordar com o sol a bater na cara, ouvir uma música que se gosta, fazer uma viagem, ver o pôr/nascer do sol, um abraço, uma conversa onde se descobrem cumplicidades, um passeio à beira-mar, ir a um sítio de que gosta, fazer amor com alguém, ver a série preferida na televisão, conhecer pessoas novas, rir, falar, trocar experiências, um banho de imersão, um banho quente... tanta, tanta coisa.
Se eu quisesse continuar, esta lista era interminável.
E todos temos estas coisas, se calhar até todos os dias, nas nossas vidas.
Só que, muitas vezes, andamos tão perdidos de nós, tão perdidos do mundo, tão perdidos de tudo que nem reparamos que estas coisas nos acontecem.
E quando reparamos não damos importância porque andamos em busca da tal felicidade utópica, inalcançável e, na minha opinião inexistente.
Porque a felicidade é isto, é saber olhar de forma especial para as pequenas coisas e atribuir-lhes importância.
E a soma de todos estes momentos pode fazer-nos feliz e levar-nos a dizer:
Sim, sou feliz!
Ou seja, mais uma vez, é tudo uma questão de perspectiva, da forma como decidimos olhar/encarar as coisas.
Há uma frase que eu acho que ilustra muito bem tudo isto:
há pessoas que têm tudo para ser felizes, menos a felicidade. E eu acrescento: há pessoas que, simplesmente, não sabem ser felizes.
E quase sempre porque acham que não têm direito à felicidade...